sexta-feira, 22 de março de 2013

algum-remédio-anti-monotonia

depois de uma madrugada mal dormida, quase teve raiva do sol radiante que se impunha em sua janela. não queria saber de sol, um dia chuvoso ou mesmo nebuloso já estaria um pouco mais de acordo com seu estado de espírito. mais um dia recheado de filosofias mal definidas, de conclusões-não-concluídas, de desejos abortados... a xicrinha cubista posta à sua frente, guardando as cinzas do que há minutos atrás foi seu breve preenchimento de vazio, talvez lhe compreendesse.

"Aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor:
onde um homem projeta seu perfil e pergunta atõnito:
em que direção vai?" (Adélia Prado: O coração disparado)

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