quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

via láctea

Olha, te digo que ouço estrelas e
esteja certo de que já há muito perdi o senso.

Eu, em meio a todas as dúvidas sobre a vida,
indecisões e dramas dos 20 anos
em uma noite como outra qualquer
abro uma revista qualquer
e sou informada de que a 7,5 mil anos-luz da Terra, na região nebulosa Carina, "as estrelas nascem e morrem em um violento inferno de ventos estelares e radiação ultravioleta."

Queria poder dizer a cada uma dessas estrelas
que também eu venho nascendo e morrendo a meu modo e
que mesmo com 7,5 mil anos-luz nos separando o universo é o mesmo para nós.

O universo é um verso do que, à flor da pele, sinto.

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