A única estrada que houve é a que já ficou pra trás:
o rastro dos meus pés
essa é estreita
por ela já não posso mais caminhar
e a cada segundo que passa
o vento apaga
e dela só resta memória (quando-resta)
E o que fica é só chão
o caminho ainda por traçar
Hoje sei que a confiança não nasce no horizonte mas dos pés em contato com o chão
E todos aqueles
castelos
projeções
se
e
s
va
e
m
(trans-)formações que dissolvem no vento e
no presente ganham uma formação
muito outra da que se poderia pensar ter avistado
É no minuto agora que ganho forma
E essa estrada que ainda não existe é larga
O horizonte, I M E N S O
E nele, tudo (im-)possível
Só o hoje possível:
pão-com-margarina-cotidiano
Todo dia chego no horizonte.
Nossa, Ludi... Que sensível. "Todo dia chego no horizonte." Isso é maravilhoso. É mais que maravilhoso, é verdadeiro.
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