quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

a estrada

A única estrada que houve é a que já ficou pra trás:
o rastro dos meus pés
essa é estreita
por ela já não posso mais caminhar
e a cada segundo que passa
o vento apaga
e dela só resta memória (quando-resta)

E o que fica é só chão
o caminho ainda por traçar

Hoje sei que a confiança não nasce no horizonte mas dos pés em contato com o chão

E todos aqueles


castelos


projeções


se


e

s

va

e

m

(trans-)formações que dissolvem no vento e
no presente ganham uma formação
muito outra da que se poderia pensar ter avistado

É no minuto agora que ganho forma
E essa estrada que ainda não existe é larga
O horizonte, I M E N S O
E nele, tudo (im-)possível

Só o hoje possível:
pão-com-margarina-cotidiano

Todo dia chego no horizonte.

Um comentário:

  1. Nossa, Ludi... Que sensível. "Todo dia chego no horizonte." Isso é maravilhoso. É mais que maravilhoso, é verdadeiro.

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