Me encho de passado
Me esvazio das vontades
Perco as forças e me deixo levar
Se hoje é hoje como posso esquecer o que passou?
Eu sei que estamos sempre indo
Eu sei, nada é estanque, tudo se renova, mas será?
Até que ponto as coisas deixam de ser?
É esse resíduo que nunca vou conseguir apagar
Olho pra trás, viro estátua de sal
Não posso olhar pra trás e seguir, se olho pra trás instantaneamente me apago no presente
Deixo a casa, vou correndo, vou embora, quero ar, mas eu não posso fugir de mim mesma.
E seu eu tivesse amnésia?
E se eu simplesmente esquecesse quem eu sou, quem você é, quem todo mundo é... poderia começar de novo?
Quando o passado vem em onda, lembro de quem fui, lembro de todas as situações, todas as tristezas, todas as alegrias... todas?
Até que ponto posso confiar nas memórias? memória é memória e o que foi não é, mas e quando o que é sempre é depois?
Nunca se poderá saber de nada.
Mergulho em mim
Mergulho no que foi e não sei se volto
Bom mesmo é sair, tomar um ar e esquecer
Esquecer é o que alivia
Esquecer pra seguir.
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